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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Herpes...

Recebi de um amigo por e-mail:

"Li esse artigo e achei muito interessante.
Com o meu carinho em retribuição ao seu.
Um beijo."
L.
24/01/2012 - 07h00 / Atualizada 30/01/2012 - 16h24

Não há mais diferença entre herpes labial e genital, diz médica

Lilian Ferreira
Do UOL, em São Paulo

O herpes é uma doença de pele, transmitida pelo contato. Por isso, se você tem herpes na boca, ele pode ser transmitido para qualquer outra parte da pele, em especial, as mucosas. Segundo a dermatologista Karin Helmer, com o aumento da prática do sexo oral, é comum ver vírus da herpes que antigamente era associado aos lábios nos genitais e vice-versa.

"Tem o tipo 1 e o tipo 2, eles são da mesma família. Teoricamente o 1 era conhecido como labial e o 2 como genital, mas eles se manifestam da mesma maneira e hoje são encontrados tanto nos lábios quanto nos genitais pela prática de sexo oral", explica.

Veja a seguir perguntas e respostas sobre o herpes:

Herpes tem cura? Não tem cura, porque o vírus fica em latência no organismo. Sempre que a pessoa tem queda de imunidade, a herpes simples aparece.

Quem tem genital também tem labial? É o mesmo vírus? Tem o tipo 1 e o tipo 2, eles são da mesma família. Teoricamente o 1 era conhecido como labial e o 2 como genital, mas eles se manifestam da mesma maneira e hoje são encontrados tanto nos lábios quanto nos genitais pela prática de sexo oral. Nem na sorologia é possível saber qual tipo é. O vírus fica em latência em gânglios nervosos próximos ao local afetado, por isso ele sempre é manifestado no mesmo lugar, mas pode emacular outras áreas pelo contato com as bolhas.

Qual a incidência na população? Se for fazer teste de sangue, 90% das pessoas tem anticorpos, mas na clínica chega a 50, 60% das pessoas.

Quais os sintomas? Antes de aparecerem as bolhinhas na pele, há sintoma como queimação, ardência e coceira. O local fica inchado e em cima de uma lesão vermelha aparecem varias lesões agrupadas, as "bolhinhas".

Mesmo que não esteja com bolhas, transmite o vírus? Depende, ele só é transmitido quando tem as bolhas, ou existem partículas com o vírus mesmo sem as bolhas, num estágio inicial de infecção.

Qual o tratamento? O tratamento em geral, tanto do tipo 1, quanto do tipo 2 é tópico, para aliviar a dor e os sintomas, com pomada antiviral aciclovir. O surto dura de 7 a 14 dias. Se demorar para cicatrizar, pode ser usado antiviral vira oral, o aciclovir, valaciclovir, famciclovir ou penciclovir. "Quando se faz uso do medicamento oral, já nos primeiros sintomas antes da bolha, aborta-se o ciclo e quando ele aparece, é cicatrizado mais rápido", explica a médica.

De quanto em quanto tempo tem surto? A alteração de imunidade é o que determina a frequência dos surtos, que não devem ser mais do que 6 vezes ao ano. Se a pessoa teve gripe ou outra infecção, passou por cirurgia, estresse, ficou muito tempo exposta ao sol, pode ter surto.

Como é diagnosticado no homem e na mulher? A herpes são pequenas bolhas agrupadas sobre uma mancha vermelha, em qualquer lugar da pele, em especial nas mucosas do lábio ou órgãos genitais.

Pode levar a uma doença mais grave? A primeira infecção é mais perigosa, principalmente em crianças. "Elas podem ter gengivoestomatite, sangramento na gengiva que pode durar de 7 a 14 dias".

Há perigo na gravidez? O maior risco é o herpes genital na gravidez, por isso mulheres que têm o herpes na região genital não devem fazer parto normal. O bebê pode ter sequelas neurológicas, com retardos ou convulsões, se a bolsa romper.

Existe vacina? Ainda não existe vacina.

Há algum alimento para prevenir? Alimentos com bastante aminoácido lisina, como carne vermelha, peixe, frango, leite e derivados, ovos, batata e soja, previnem a herpes. Casos graves podem contar com suplementação do aminoácido.

O que é herpes zoster? É herpes? Herpes pode dar no cérebro? O herpes zoster é o mesmo vírus da catapora, que se aloja no cérebro. Geralmente ele é desenvolvido como uma comorbidade em pacientes com câncer, idosos ou desnutridos.

(Com informações da dermatologista Karin Helmer, da Sociedade Brasileira de Dermatologia)

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2012/01/24/nao-ha-mais-diferenca-entre-herpes-labial-e-genital-diz-medica.jhtm

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

APENAS REPASSANDO...

Recebi do Léo, não sei se é verídico, mas achei interessante. ---------------------------------------------------------------- Mirtilo -------------------------------------------------- Gostei muito desse artigo e lembrei de vc.
Beijo.
Leo.

04/11/2011 - 11h22

Ejaculação frequente melhora qualidade do DNA nos espermatozoides, diz estudo

Em Madri

Ejaculação frequente dos homens melhora a qualidade do DNA nos espermatozoides e aumenta as chances da mulher engravidar com técnicas de reprodução assistida.

Esta é a principal conclusão de um estudo publicado na revista americana "Fertility and Sterility" por pesquisadores da Universidade Autônoma de Madri e da Clínica Ginemed de Sevilla, divulgado nesta sexta-feira.

Os pesquisadores mediram nos espermatozoides o nível de fragmentação do DNA, uma molécula essencial para transmitir a informação genética que forma os seres vivos e de cuja integridade depende o bom desenvolvimento do embrião.

Jaime Gosálvez, pesquisador da Unidade de Genética da Universidade Autônoma de Madri, afirmou à Agência Efe que no DNA está quase 100% da informação genética que forma qualquer organismo, e se esta informação for danificada nos espermatozoides, o embrião pode não se desenvolver.

Muitos fatores determinam a qualidade dos espermatozoides, mas um dos mais importantes é a qualidade do DNA. "Se o espermatozoide transmite um DNA fragmentado, aumenta o risco de perda do embrião", constatou Gosálvez.

O pesquisador explicou ainda que, nas técnicas de reprodução assistida atuais, a importância da concentração e da mobilidade dos espermatozoides fica relegada a um segundo plano - especialmente no método de injeção intracitoplasmática, que permite a fecundação do óvulo mesmo com poucos espermatozoides e com problemas de mobilidade. Por isso, é preciso melhorar a qualidade do DNA espermático, complementou.

Para chegar a estas conclusões, foram feitas duas pesquisas independentes, uma em Sevilla com 21 homens de 25 a 35 anos, e outra em Madri com 12 voluntários de 20 e 25 anos.

No primeiro estudo, os doadores ficaram 96 horas sem ejacular, e depois se masturbaram uma vez ao dia para que fossem analisados os níveis de fragmentação do DNA espermático. No segundo grupo, os homens, após 24h de abstinência, ejacularam duas vezes com um intervalo de três horas.

Em ambos os casos, os pesquisadores constataram que existe menos dano no DNA quando há ejaculações mais frequentes, efeito potencializado com a seleção dos espermatozoides, um procedimento padrão nas clínicas de reprodução assistida.

Isto facilita a seleção de espermatozoides livres de dano em sua molécula de DNA em técnicas de reprodução assistida, e inclusive as vantagens podem se prolongar à gravidez natural.

"Todo mundo suspeitava destes resultados, mas até agora ninguém tinha comprovado", disse Gosálvez.

As conclusões deste estudo contradizem o estabelecido sobre os períodos solicitados de abstinência sexual de vários dias.

As técnicas de reprodução assistida para o homem dão muita atenção à mobilidade e concentração elevada dos espermatozoides, mas "se o DNA estiver danificado, nada disso adianta", portanto "talvez a masturbação possa ter, a partir de agora, outras implicações de caráter fisiológico que transcendem a busca do mero prazer sexual", finalizou.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O PÊNIS...

Órgão sexual masculino que atua na reprodução e na excreção. Com as transformações hormonais iniciadas na puberdade, a maturação peniana se completa por volta dos 18 anos.

A veneração do pênis como símbolo do poder é antiga e ainda assim ininterruptamente atualizada. Sua imagem foi usada durante a Antiguidade pelos egípcios, romanos e gregos, como uma forma de demonstrar as forças produtoras e fecundas do Universo. O órgão sexual masculino aparecia estampado artisticamente, sem conotação erótica: sua função era simbolizar as virtudes masculinas.

O caráter sexual somente foi revelado em torno do século 2 a.C., passando a ser utilizado como arma de sedução. Com o crescimento da influência cristã, o pênis foi visto como vergonhoso. Não é demais lembrar que o próprio Cristo foi gerado sem a sua participação. Até o século XV, o pênis só deveria ser utilizado como meio de reprodução, caso contrário o infrator estaria cometendo um grave pecado. Foi assim que homens com problemas de ereção foram considerados desviados morais e, alguns, resolviam o problema, castrando-os. É interessante notar que a castração foi adotada e, ainda é, como forma de punição, mas também de valorização da espécie. Ainda hoje homens são castrados ainda na infância, para serem usados como escravos, tornarem-se homens de confiança ou mesmo por motivos religiosos.

Sabemos que o pênis é estudado antes do nascimento. Cientistas já puderam demonstrar que a partir do 7º mês de gestação, o feto tem constantes ereções de duração extensa. Mas é somente durante a puberdade com as revoluções hormonais que ocorre a maturação peniana, fase também que todas as características sexuais e órgãos reprodutores dão início ao seu desenvolvimento.

O pênis cresce até mais ou menos por volta dos 18 anos de idade, quando alcança o formato e diâmetro que vai exibir durante sua vida. Ele é o órgão sexual masculino, que atua na reprodução e na excreção, de formato cilíndrico e formado por dois tipos de tecidos: dois corpos cavernosos, na parte superior, um ao lado do outro, de estrutura oca que recebem o sangue responsável por permitir a ereção, e um corpo esponjoso, situado na parte inferior do pênis que protege e envolve a uretra. O pênis em função excretora permanece flácido, ficando ereto na função reprodutora.

Na extremidade do pênis encontra-se a glande, ou cabeça, revestida pela mesma pele dos mamilos e lábios, que por ser extremamente enervada, torna-se um local de extrema sensibilidade. Nela visualizamos a abertura da uretra, canal que tem a função de expelir a urina e eliminar o líquido da ejaculação, sendo que durante a ereção os músculos localizados na entrada da bexiga são contraídos para que urina e sêmen não se misturem.

Pelo fato da glande ser um local muito sensível, fora da ereção, ela é protegida por uma pele chamada prepúcio que deve ser puxado e higienizado a fim de retirar o esmegma, uma secreção sebácea espessa e esbranquiçada, com forte odor, que consiste principalmente em células epiteliais descamadas que se acumulam.

Quando a glande não consegue ser exposta devido ao estreitamento do prepúcio, diz-se que a pessoa tem fimose e neste caso recomenda-se que um médico seja consultado a fim de se avaliar a necessidade de uma cirurgia. Fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?742

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O que é Urologia?...

Na prática clinica diária, tal pergunta é frequentemente feita ao urologista. A dúvida é procedente visto que diante de algumas situações, até mesmo alguns colegas médicos confundem o especialista mais indicado para este ou aquele caso. No intuito de bem orientar o candidato a paciente da Urologia, cabe aqui uma explicação a respeito do seu campo de atuação. A Urologia nasceu como especialidade médica, em virtude do grande número e complexidade das enfermidades que abrange. Pela virtual incapacidade de um médico generalista dominar o vasto campo de actuação da especialidade, brotou um dos mais nobres ramos da medicina. A Urologia abrange as enfermidades que englobam o sistema urinário de ambos os sexos, em adultos e crianças. Convém mencionar agora, que a Urologia não é uma especialidade que cuida apenas de "doenças de homem". O sistema urinário, formado pelos rins, ureteres, bexiga e uretra é comum para homens e mulheres. A diferença está na uretra que é mais longa no homem. Portanto, é comum que alguns pacientes suponham que é o ginecologista quem trata dos distúrbios urinários do sexo feminino, quando, na verdade, ele atua nas enfermidades do sistema genital feminino ou seja, útero, trompas, ovários, mamas, vulva e vagina. Ainda, é importante separar a Urologia da Nefrologia que é uma especialidade puramente clínica que cuida apenas de alguns distúrbios ligados à função renal defeituosa ou ausente; por exemplo: insuficiência renal, nefrites e nefroses. Outro grande campo de atuação da Urologia é o que trata das enfermidades da sexualidade masculina como impotência e ejaculação precoce; e do sistema genital masculino, composto da próstata, vesículas seminais, uretra, pênis, testículos e epidídimos. Em resumo, a Urologia é uma especialidade clínica e cirúrgica responsável pelo diagnóstico e tratamento das enfermidades congênitas e adquiridas, tumorais, infecciosas, traumáticas e degenerativas do sistema urinário de ambos os sexos e do sistema genital masculino.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

“A homossexualidade é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados”

Drauzio Varella

A homossexualidade é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare. Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não faça referência à existência de mulheres e homens homossexuais. Apesar dessa constatação, ainda hoje esse tipo de comportamento é chamado de antinatural. Os que assim o julgam partem do principio de que a natureza (ou Deus) criou órgãos sexuais para que os seres humanos procriassem; portanto, qualquer relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele). Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras? Se a homossexualidade fosse apenas perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de espécies de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos. Em virtualmente todas as espécies de pássaros, em alguma fase da vida, ocorrem interações homossexuais que envolvem contato genital, que, pelo menos entre os machos, ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação. Co mportamento homossexual envolvendo fêmeas e machos foi documentado em pelo menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva. Relacionamento homossexual entre primatas não humanos está fartamente documentado na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no Journal of Animal Behaviour um estudo sobre as tendências sexuais em macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal entre as fêmeas e penetração anal entre machos dessas espécies. Em 1917, Kempf relatou observações semelhantes. Masturbação mútua e penetração anal fazem parte do repertório sexual de todos os primatas não humanos já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos. Considerar contra a n atureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas rigorosas. Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela simples existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por capricho individual. Quer dizer, num belo dia pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas como sou sem vergonha prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo. Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros. A sexualidade não admite opções, simplesmente é. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira. Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países fazem com o racismo. Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais na vizinhança, que procurem dentro das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal costumam aceitar a alheia com respeito e naturalidade. Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social. Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser fascistas a ponto de pretender impor sua vontade aos que não pensam como eles. Afinal, caro leitor, a menos que seus dias sejam atormentados por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu trinta anos? (Portal Drauzio Varella)